quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dinamarca perde para o Japão e dá adeus a Copa do Mundo


Para qualquer um que julgasse que a classificação do Japão às oitavas de final da Copa do Mundo da FIFA em 2002 só foi de fato possível por causa do clamor da torcida local, o jogo desta quinta-feira em Rustemburgo tratou de mostrar que a seleção asiática, mesmo longe de casa, tem futebol para ir longe.

Graças a dois belos gols de falta e a um terceiro que nasceu de uma linda jogada de Keisuke Honda – eleito Craque do Jogo Budweiser -, os japoneses derrotaram a Dinamarca por 3 a 1 e fecharam sua participação no Grupo E da Copa do Mundo como vice-líderes com seis pontos; três a menos do que a Holanda. Nas oitavas de final, o Japão encara o Paraguai, vencedor do Grupo F, no dia 29, em Tshwane/Pretória.

Com as duas equipes precisando da vitória para assegurar classificação, a partida começou agitada: nos primeiros minutos, tanto o Japão – com um chute de Makoto Hasebe rente à trave – como a Dinamarca – num belo chute colocado de Jon Dahl Tomasson – tiveram oportunidades claras para marcar. Não havia domínio claro de nenhum dos dois lados.
A diferença começou a ser feita nas bolas paradas: aos 17 minutos, Keisuke Honda acertou um petardo como dificilmente se vê. De muito longe, cruzado, colocado, seco e ao mesmo tempo com força; no estilo Juninho Pernambucano. O golaço abriu o placar e permitiu que os japoneses jogassem como gostam: explorando sua velocidade nos contra-ataques.

E ainda vinha mais com as bolas paradas: aos 30 minutos, mais uma falta, essa em frente à área, e quem se ocupou de mais uma cobrança perfeita foi Yasuhito Endo. O camisa sete bateu com curva, no canto esquerdo, e colocou a seleção nipônica na história: foi apenas a quinta vez na história da Copa que uma equipe marcou dois gols de falta no mesmo jogo; a primeira desde a Iugoslávia contra o Zaire na Alemanha 1974.

O Japão jamais havia conquistado uma vitória em Copa do Mundo diante de uma seleção europeia jogando fora de casa, mas o segundo tempo serviu para provar que não havia nem sinal de trauma entre os asiáticos. Apesar da disposição dos dinamarqueses de partir para cima, os comandados de Takeshi Okada se mantiveram firmes: defenderam bem e ainda criaram uma ou outra chance de aumentar a vantagem.

Foi apenas nos últimos 15 minutos de jogo que os nórdicos de fato conseguiram exercer pressão: primeiro, aos 34 minutos, quando Soren Larsen recebeu, matou no peito e, de longe, acertou um belíssimo chute no travessão de Eiji Kawashima. Bastaram mais dois minutos e o gol dinamarquês chegou: Hasebe cometeu pênalti em Daniel Agger. Tomasson cobrou muito mal e Kawashima defendeu, mas o rebote voltou nos pés do próprio camisa nove, que então diminuiu o placar.

Tanto o Japão não sentiu a pressão dinamarquesa que, ao invés de a partida caminhar para um abafa em busca do gol de empate, quem decidiu reagir e selar a classificação foram os japoneses, e de novo com Honda. O atacante do CSKA de Moscou deu um lindo drible em seu marcador para entrar na área e serviu Shinji Okazaki na frente do gol, sem goleiro, para levar os asiáticos de volta à segunda fase de uma Copa. Desta vez, sem precisar sequer do apoio de sua torcida.

Créditos: FIFA.COM

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